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Serviço Psiquiatria Infanto-Juvenil


 SERVIÇO DE PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA (SEPIA)


Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo

Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

RESPONSÁVEIS:

Prof. Dr. Euripedes Constantino Miguel Filho
Professor Titular e Chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo

Profa. Dra. Sandra Scivoletto
Responsável pela Parte Acadêmica do Serviço de Psiquiatria da Infância e
Adolescência (SEPIA)
Coordenadora das Atividades de Iniciação Científica
Responsável pelos Estágios em Psiquiatria da Infância e Adolescência
Responsável pelo Ano Adicional em Psiquiatria da Infância e Adolescência

Prof. Dr. Guilherme V. Polanczyk
Responsável pelo Ensino na Graduação e Pós-Graduação
Responsável por Pesquisa em Psiquiatria da Infância e Adolescência

Profa. Dra. Helena Brentani
Responsável pela Implementação de Infraestrutura para Integração de Ensino-
Pesquisa-Assistência

MISSÃO:

Integrar assistência, ensino e pesquisa em Psiquiatria da Infância e
Adolescência para melhor atender a comunidade; formar profissionais
especializados no seu cuidado e desenvolver o conhecimento na disciplina no
Brasil.

VISÃO:

Ser o centro de referência nacional em formação de profissionais; produção de
conhecimentos e assistência nos três níveis de saúde em Psiquiatria da
Infância e Adolescência, equiparável a centros internacionais que atuam na
mesma área.

VALORES:

Excelência no atendimento de crianças e adolescentes e seus familiares;
diversidade de pensamento, buscando a integração das diferentes visões;
valorização e investimento no potencial humano; desenvolvimento de
pesquisas; inovação e pioneirismo.

EQUIPE

- 1 Professor Titular

- 3 Professores Doutores

- 1 Preceptor

- 27 Psiquiatras da Infância e Adolescência

- 11 Psicólogos

- 5 Enfermeiros

- 10 Auxiliares de Enfermagem

- 4 Fonoaudiólogos

- 4 Psicopedagogas

- 1 Arte-educador

- 1 Educador Físico

- 4 Assistentes Sociais

- 1 Fisioterapeuta

- 4 Terapeutas Ocupacionais

SERVIÇOS

- Ambulatórios:

- Geral

- Diagnóstico e Intervenções Precoces

- Transtornos Alimentares

- Transtornos de Ansiedade

- Transtornos do Espectro Autista

- Transtornos Afetivos

- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

- Transtornos de Conduta

- Psicoses

- Álcool e Drogas

- Crianças e Adolescentes em Situação de Risco e Vulnerabilidade
Social (Maus-Tratos)

- Epilepsia

- Interconsulta

- Transtornos do Impulso

- Psicoterapia Breve

- Psicoterapia Familiar

- Psicoterapia Vincular

- Ludoterapia

- Hospital-Dia

- Brinquedoteca

- Classe Hospitalar

- Enfermaria com 10 leitos (sendo 1 utilizado pelo Video-EEG)

ENFERMARIA

- Os pacientes internados são acompanhados, durante o período de
internação, por um médico residente (R3 ou R4), o qual é supervisionado por
um médico assistente.

- Durante a internação, os pacientes também são acompanhados pela equipe
multiprofissional da Enfermaria, participando das seguintes atividades:

- Avaliação Neuropsicológica e Emocional

- Avaliação e acompanhamento Nutricional

- Avaliação Social (Serviço Social)

- Classe Hospitalar

- Terapia Ocupacional

- Musicoterapia

- Terapia Cognitivo-Comportamental (individual e grupo)

- Atividades Psicoeducacionais

- Orientações Parentais (individual e grupo)

- Atividades Lúdicas

- Terapia Assistida por Cães

- A Enfermaria conta com uma equipe de Enfermagem especializada, sendo
treinada inclusive para o manejo de pacientes portadores de Transtornos
Alimentares.

- Semanalmente, toda a equipe da Enfermaria se reúne para realizar uma
discussão conjunta sobre o tratamento dos pacientes internados.

- Os casos de maior dificuldade de manejo são apresentados na Reunião
Clínica do SEPIA, sendo discutidos entre todos os profissionais do Serviço de
Psiquiatria da Infância e Adolescência.

- Após a alta, os pacientes podem ser encaminhados para acompanhamento
no Hospital-Dia ou nos diversos ambulatórios de especialidades do SEPIA.

Avaliação e acompanhamento psiquiátrico:

O objetivo principal da avaliação psiquiátrica é estabelecer o diagnóstico
multiaxial a partir da avaliação clínica, utilizando os critérios diagnósticos
vigentes e estabelecendo a sua relação com fatores emocionais, cognitivos e
sociais presentes.

É fundamental também a avaliação de fatores orgânicos e causas não
psiquiátricas dos transtornos mentais e comportamentais e que exigirá
investigação complementar, além de interconsulta com diferentes
especialidades médicas.

Quando necessário o uso de medicamentos, os mesmos são indicados caso a
caso e a evolução dos sintomas ou efeitos adversos são acompanhados de
perto pelo psiquiatra responsável.

Em conjunto são trabalhadas a dinâmica familiar, as relações e são
identificados fatores que podem estar contribuindo para a patologia se instalar.

É realizado um protocolo de escalas clínicas complementares à avaliação
clínica direta feita pelo médico psiquiatra.

Terapia Cognitivo-Comportamental:

Tem como objetivo prover sentido através de experiências reais,
intencionalmente acessando conteúdos, processos e produtos (com atenção
especial à fala interna, estilos de processamento e preferências de atribuição
de sentido). As sessões têm uma estrutura básica que será mantida ao longo
do tratamento. A participação dos pais ocorre em dois níveis: participação no
Grupo de Treinamento Parental e Psicoterapia Familiar aos casos
apresentarem essa necessidade.

Avaliação neuropsicológica e emocional:

A testagem neuropsicológica e emocional é realizada em todos os pacientes,
com exceção daqueles avaliados recentemente. Avaliações complementares
nos pacientes já avaliados poderão ser realizadas a fim de comparação do
processo de prejuízo cognitivo após algum tempo da avaliação inicial.

Terapia Ocupacional:

A Terapia Ocupacional (TO) com crianças e adolescentes com transtornos
neuropsiquiátricos de alta complexidade tem como foco realizar avaliações
específicas para identificar áreas problemática e o esclarecimento de um
diagnóstico funcional, relacional, de participação em atividades cotidianas e
lúdica, além da formulação de planos terapêuticos individualizados.

A intervenção da TO ocorre com a realização de atividades que são
instrumentos do processo terapêutico. Têm como objetivos melhorar
aspectos cognitivos, funcionais, habilidades interpessoais e sociais, além
desenvolvimento da autonomia nas atividades de vida diária, instrumentais,
aprendizagem, lúdicas, lazer e outras, instrumentalizando crianças
adolescentes para o seu cotidiano.

Classe Hospitalar:

De acordo com o documento elaborado pelo Ministério da Educação, por meio
da Secretaria de Educação Especial, denomina-se Classe Hospitalar o
atendimento pedagógico-educacional que ocorre em ambientes de tratamento
de saúde, seja na circunstância de internação, como tradicionalmente
conhecida, seja na circunstância do atendimento em hospital-dia e hospital-
semana, ou de serviços de atenção integral à saúde mental. Tem como
objetivos:

- Proporcionar às crianças e jovens hospitalizados uma interação social e
melhor qualidade de vida, preservando sua integridade física e emocional,
respeitando seus limites dentro do quadro clínico, dando-lhes os estímulos de
que necessitam para retornarem às suas escolas de origem, visando à
continuidade de suas atividades.
- Valorizar suas aptidões e dar-lhes oportunidades para troca de experiências
que contribuam para assegurar-lhes, enquanto hospitalizadas, o direito ao
atendimento pedagógico educacional, preparando-os para o retorno à escola
sem prejuízo do ano letivo.

- Promover o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças,
dentro de uma perspectiva de humanização hospitalar.

- Contribuir para que não haja evasão escolar estimulada pelo fator saúde.

Os objetivos são definidos em termos de capacidades de ordem cognitiva,
física, afetiva, de relação interpessoal e inserção social, ética e estética, tendo
em vista uma formação ampla, sempre respeitando a saúde da criança e seus
horários, estando em sintonia com médicos e enfermeiros, respeitando o tempo
de disponibilidade de todos (crianças, médicos, enfermeiros e família).

Musicoterapia:

A musicoterapia visa à utilização da música e/ou dos seus elementos (som,
ritmo, melodia e harmonia), bem como de suas frequências vibratórias,
combinadas ou não com músicas, para promover a restauração da saúde dos
indivíduos em um processo que envolva respostas perceptivas, cognitivas e
intelectuais, pois se tem observado que, embora a música alcance uma
resposta intelectual quando ouvida, pode causar uma resposta física
frequentemente mensurável quando as ondas sonoras são percebidas pelo
corpo humano. A apreciação da música e o impacto emocional de um
determinado trecho musical podem promover uma reação física.

Tem como proposta ajudar crianças e adolescentes através das intervenções
musicais, induzir atividades criativas e motoras por meio dos seus elementos
sonoros e dos parâmetros de duração, intensidade e timbre, convertendo-se
em um importante instrumento terapêutico por interferir na vida psíquica do
indivíduo, no seu tempo, espaço, favorecendo o autoconhecimento, na
expressão de seus sentimentos nas modalidades de improvisação, de
recreação, de composição, na qual o paciente participa ativamente de uma
produção sonoro-musical. O uso da música como terapia pode ampliar suas
capacidades comunicativas, mobilizando os aspectos biológicos, psicológicos e
culturais, melhorando a qualidade biopsicossocial e espiritual.

Fonoaudiologia:

A fonoaudiologia é a ciência que “atua em pesquisa, prevenção, promoção,
avaliação e terapia fonoaudiológicas na área da comunicação oral e escrita,
voz e audição, bem como no aperfeiçoamento dos padrões da fala e da voz”
(Código de Ética em Fonoaudiologia). Envolve quatro amplas áreas de
atuação: linguagem, voz, audiologia e motricidade orofacial.

As atividades realizadas na Enfermaria envolvem a avaliação, prevenção e
intervenção nas alterações comunicativas dos pacientes. As intervenções são
focadas, prioritariamente, nas alterações linguísticas; contudo, podem ser
realizadas atividades em voz e/ou motricidade orofacial. Avaliações
audiológicas, se necessárias e viáveis, são feitas por encaminhamento ao
ambulatório central do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Serviço Social:

O Serviço Social realiza as avaliações psicossociais de todos os casos
internados, levantando situações de vulnerabilidade ou possíveis estressores
que possam estar relacionados direta ou indiretamente em deflagrar
desestabilização clínica ou situações de risco. Eventualmente são realizadas
visitas domiciliares para estudo do ambiente social no qual a criança e o
adolescente estão inseridos.

Além disso, o Serviço Social intermedeia o fluxo de referência e contra-
referência, trabalhando os recursos disponíveis na rede pública para
continuidade do tratamento.

Enfermagem:

O serviço de Enfermagem atua nos cuidados básicos de enfermagem,
incluindo o controle de sinais vitais, administração diária de medicação, coleta
de exames, além de participação em grupos de abordagem psicoeducacional e
de reabilitação para pais e pacientes (atividades de vida diária, treinamento
parental, reabilitação neurocognitiva etc.).

RESIDÊNCIA MÉDICA

- O serviço é responsável pela formação dos residentes do 3º ano de
Psiquiatria Básica e do 4º Ano Opcional em Psiquiatria da Infância e
Adolescência.

- Anualmente são oferecidas 6 vagas para o 4º Ano Opcional em Psiquiatria da
Infância e Adolescência.

Programas de Residência Médica

Residentes do 3º ano de Psiquiatria Básica

- Conhecimentos:

Conhecer as fases de desenvolvimento neurobiológico, cognitivo e
emocional desde o nascimento até a idade adulta

Conhecer os principais instrumentos empregados para avaliação de
crianças, adolescentes e famílias e seus empregos no processo de
avaliação diagnóstica

Desenvolver raciocínio clínico e etiológico quanto aos principais
transtornos mentais presentes na infância e adolescência:

- Avaliar fatores:

predisponentes
desencadeantes
perpetuadores
protetores

- Diagnóstico diferencial: alterações genéticas; erros inatos do
metabolismo; alterações neurológicas; quadros orgânicos com
repercussões no comportamento (infecções, metabólicos,
induzidos por medicamentos)

Classificação diagnostica em Psiquiatria da Infância e Adolescência

Noções sobre situações de crise na infância e adolescência dentro do
contexto da dinâmica familiar e conhecer os recursos disponíveis na
comunidade para auxiliar no manejo destas situações

Conhecimento sobre manifestações emocionais e quadros psiquiátricos
em crianças e adolescentes com patologias orgânicas

Propor tratamento adequado aos transtornos mentais mais prevalentes
na infância e adolescência:

- Tratamento etiológico e sintomático
- Psicoterapias na infância e adolescência
- Abordagem familiar
- Uso de psicofármacos

- Atitudes:

Realizar avaliação inicial de crianças e adolescentes de forma adequada
ao desenvolvimento cognitivo;

Identificar e manejar aspectos transferenciais e contratransferenciais
presentes no relacionamento com o paciente, com os familiares e com a
equipe médica;

Orientar adequadamente os pacientes (de acordo com o grau de
desenvolvimento), os pais/cuidadores quanto ao tratamento e
seguimento proposto;

Manter postura ética e respeitosa durante a avaliação e seguimento dos
pacientes;

Comunicar adequadamente ao paciente e aos familiares condutas a
serem tomadas como: internação psiquiátrica, riscos e benefícios da
terapêutica, necessidade de contenção mecânica.

- Habilidades:

Realizar avaliação diagnóstica de crianças e adolescentes, empregando
diferentes estratégias de acordo com a fase de desenvolvimento do
paciente para obter as informações necessárias para o raciocínio
diagnóstico

Realizar exame psíquico e anamnese de forma a obter subsídios
relevantes para a discussão, diagnóstico diferencial e definição de
conduta nos transtornos da infância e adolescência, reavaliando as
hipóteses diagnósticas e condutas ao longo do desenvolvimento da
criança

Realizar o atendimento ambulatorial de casos não complicados dos
principais transtornos mentais na infância e adolescência

Realizar a avaliação diagnóstica de crianças e adolescentes internados
em Hospital Geral, elaborar um plano de tratamento e orientar
adequadamente a equipe que acompanha o caso

Conduzir adequadamente o atendimento de crianças/adolescentes que
se apresentem em situação de crise dentro da dinâmica familiar

Identificar crianças com risco para o desenvolvimento de transtornos
psiquiátricos e orientar intervenções que possam impedir ou atenuar a
expressão da doença

Residentes do 4º ano opcional em Psiquiatria da Infância e Adolescência

- Conhecimentos:

Conhecer as fases de desenvolvimento neurobiológico, cognitivo e
emocional desde o nascimento até a idade adulta

Conhecer os principais instrumentos empregados para avaliação de
crianças, adolescentes e famílias e seus empregos no processo de
avaliação diagnóstica

Identificar as reações esperadas para cada etapa do desenvolvimento
frente a situações de estresse e orientar adequadamente para que os
responsáveis ou cuidadores possam proporcionar condições adequadas
para a adaptação necessária:

- Mudanças em seu ambiente familiar, escolar e/ou estilo de vida
- Perda ou afastamento de pessoas da família
- Adoecimento e internação
- Desenvolver raciocínio clínico e etiológico quanto aos principais
transtornos mentais presentes na infância e adolescência:
- Avaliar fatores: predisponentes
desencadeantes
perpetuadores
protetores
- Diagnóstico diferencial: alterações genéticas; erros inatos do
metabolismo; alterações neurológicas; quadros orgânicos com
repercussões no comportamento (infecções, metabólicos,
induzidos por medicamentos)

Estar familiarizado com os serviços que compõe a rede de atendimento
a crianças e adolescentes: escolas, serviços de proteção, Vara da
Infância e Juventude, Departamento de Execuções da VIJ, Fundação
CASA e o continum de serviços que compõe a rede de atendimento à
Saúde.

Classificação diagnóstica em Psiquiatria da Infância e Adolescência

Identificar as diferentes apresentações clínicas (sintomas e quadro
clínico) ao longo do processo de desenvolvimento dos transtornos
mentais frequentes na infância e adolescência:

- Autismo e outros Transtornos do Espectro Autista
- Alterações de humor na infância e adolescência: irritabilidade,
tristeza, somatização
- Transtornos de ansiedade na infância: ansiedade de separação,
fobias
- Hiperatividade e desatenção (TDAH)
- Sintomas obsessivo-compulsivos na infância, tiques, Tourette
- Abuso e dependência de álcool e drogas na adolescência
- Alterações de comportamento e Transtornos de Conduta
- Transtornos alimentares: fobia alimentar, desvio alimentar,
anorexia, bulimia
- Psicoses na infância e diagnósticos diferenciais
- Transtornos específicos do desenvolvimento: dificuldades de
aprendizado (leitura, escrita, matemática), comunicação, motor
- Transtorno de estresse pós-traumático e maus tratos na infância

Propor tratamento adequado aos transtornos mentais mais prevalentes
na infância e adolescência:

- Tratamento etiológico e sintomático
- Psicoterapias na infância e adolescência
- Abordagem familiar
- Uso de psicofármacos

Introdução de psicofármacos mais convenientes de acordo com a
patologia e as características do paciente: fase do desenvolvimento,
portadores de patologias clínicas, atentando para interações
medicamentosas, efeitos colaterais, toxicidade e vias de metabolização:

- Princípios básicos da farmacoterapia na infância
- Antidepressivos
- Estabilizadores de humor
- Antipsicóticos
- Ansiolíticos
- Estimulantes

Identificar, avaliar e propor estratégia de intervenções em situações
emergenciais em Psiquiatria da Infância e Adolescência:

- Ideação e comportamentos suicidas
- Abuso físico e maus tratos
- Abuso sexual
- Auto e heteroagressividade
Avaliar crianças e adolescentes internados em Hospital Geral
(atendimento de interconsultas):
- Avaliação diagnóstica de crianças e adolescentes com patologias
clínicas e possíveis reações de ajustamento consequentes;
- Estruturar intervenção adequada em conjunto com a equipe
clínica/cirúrgica que acompanha o caso, com especial atenção ao
trabalho multidisciplinar
- Indicação e utilização de psicofármacos, com atenção à
interação medicamentosa e consequências ao desenvolvimento
infantil
- Atitudes:

Realizar avaliação de crianças e adolescentes de forma adequada ao
desenvolvimento cognitivo;

Identificar e manejar aspectos transferenciais e contratransferenciais
presentes no relacionamento com o paciente, com os familiares e com a
equipe médica;

Orientar adequadamente os pacientes (de acordo com o grau de
desenvolvimento), os pais/cuidadores quanto ao tratamento e
seguimento proposto;

Manter postura ética e respeitosa durante a avaliação e seguimento dos
pacientes;

Comunicar adequadamente ao paciente e aos familiares condutas a
serem tomadas como: internação psiquiátrica, riscos e benefícios da
terapêutica, necessidade de contenção mecânica;
 Atuar de forma adequada e sempre priorizando os interesses e
segurança de crianças e adolescentes, quando houver divergências com
os pais/cuidadores

- Habilidades:

Realizar avaliação diagnóstica de crianças e adolescentes, empregando
diferentes estratégias de acordo com a fase de desenvolvimento do
paciente para obter as informações necessárias para o raciocínio
diagnóstico:

- Avaliar sintomas nas 4 áreas principais: conduta; emoções;
relacionamentos; desenvolvimento neuropsicomotor e pondero-
estatural
- Avaliar impacto dos sintomas
- Abordar fatores de risco e de proteção
- Avaliar as potencialidades do paciente e da família
- Avaliar modelos explicativos adotados pela família e que poderão
interferir no processo terapêutico

Realizar exame psíquico e anamnese de forma a obter subsídios
relevantes para a discussão, diagnóstico diferencial e definição de
conduta nos transtornos da infância e adolescência, reavaliando as
hipóteses diagnósticas e condutas ao longo do desenvolvimento da
criança

Conduzir de forma adequada a entrevista com pais e familiares, assim
como reconhecer as necessidades da família e encaminhar para os
recursos necessários

Conduzir adequadamente o atendimento de crianças/adolescentes que
apresentem agitação psicomotora

Orientar familiares e responsáveis de forma adequada, solicitando
intervenção da Vara da Infância e Juventude quando necessário

Orientar e conduzir a atuação da equipe multidisciplinar de forma
harmônica, de acordo com as necessidades de cada caso

Identificar crianças com risco para o desenvolvimento de transtornos
psiquiátricos e orientar intervenções que possam impedir ou atenuar a
expressão da doença.