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Farmácia

QUEM SOMOS

"O papel do farmacêutico no mundo é tão nobre quanto vital.
O farmacêutico representa o órgão de ligação entre a medicina e a humanidade sofredora.
É o atento guardião do arsenal de armas com que o médico dá combate às doenças.
É quem atende às requisições a qualquer hora do dia ou da noite.
O lema do farmacêutico é o mesmo do soldado: servir.
Um serve à pátria, outro à humanidade, sem nenhuma discriminação de cor e raça."

Monteiro Lobato (1882-1948)

FARMÁCIA HOSPITALAR

Unidade técnica-administrativa, que tem como objetivo prestar Assistência e Atenção Farmacêutica no âmbito hospitalar.
(Aaron de Oliveira Barbosa)



ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

A Assistência Farmacêutica trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o acesso e ao seu uso racional. Este conjunto envolve a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população.
(Resolução nº338, de 6 de maio de 2004 - Conselho Nacional de Saúde)

ATENÇÃO FARMACÊUTICA

É um conceito de prática profissional no qual o paciente é o principal beneficiário das ações do farmacêutico. A Atenção Farmacêutica é o compêndio das atitudes, do comportamento, dos compromissos, das inquietudes, dos valores éticos das funções, dos conhecimentos, das responsabilidades e das habilidades do farmacêutico na prestação da farmacoterapia, com objetivo de alcançar resultados terapêuticos definidos na saúde e na qualidade de vida do paciente.
(Organização Mundial da Saúde)

O MEDICAMENTO E A PRESCRIÇÃO

• 15% da população brasileira consome mais de 90% da produção farmacêutica.
• 25 - 70% do gasto em saúde nos países em desenvolvimento corresponde a medicamentos, comparativamente menos de 15% nos países desenvolvidos.
• 50 - 70% das consultas médicas geram prescrição medicamentosa.
• 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente.
  ► 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente
  ► 75% das prescrições com antibióticos são errôneas
  [Brundtland, Gro Harlem. Global partnerships for health. WHO Drug Informação 1999; 13 (2): 61-64]

◊ 5.307 casos de erros relacionados a medicamentos (FDA 1993-1998)
◊ 68,2% com sérios danos ao paciente, com fatalidade em 9,8% dos casos:
  ▪ ADMINISTRAÇÃO DE DOSE IMPRÓPRIA: 40,9%
  ▪ MEDICAMENTO ERRADO: 16%
  ▪ VIA DE ADMINISTRAÇÃO ERRADA: 9,5%
  
CAUSAS MAIS COMUNS DESTES ERROS:
  - 44%: desconhecimento
  - 15,8%: erros de comunicação
  (Cohen, 2000)

• 7.000 óbitos por ano são provocados por erros de medicação em hospitais
• 106.000 óbitos por ano são provocados por efeitos adversos dos medicamentos
• 80.000 óbitos por ano são provocados por infecções hospitalares
• 225.000 óbitos por ano são devidos a causas iatrogênicas (apenas óbitos ocorridos nos hospitais norte-americanos)
[Journal of the American Medical Association (2000:284:94) – EUA]

O QUE FAZEMOS E COMO FAZEMOS




INFORMAÇÕES AOS USUÁRIOS

• Horário de atendimento: dias úteis 8:00 às 17:00h
• Pacientes SUS em acompanhamento médico no IPq
• Documentos:
• Receita médica, sem rasura com assinatura e carimbo do médico
• Filipeta ou cartão com marcação da próxima consulta

A prescrição de medicamentos é um documento com valor legal pelo qual se responsabilizam, perante o paciente e sociedade, aqueles que prescrevem, dispensam e administram os medicamentos/terapêuticas ali arrolados.

CONTATO:

Telefone: (11) 26616490

CARTILHA

• Orientações para o uso correto de medicamentos – Farmácia IPq HCFMUSP -2010
• O que devemos saber sobre medicamentos – ANVISA (2010)



PADRONIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Constituição de uma relação básica de medicamentos, observados os critérios já propostos pela CEME/MS, tendo a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - RENAME, como instrumento básico, de acordo com a Portaria Ministerial, a qual deve constituir os estoques das Farmácias Hospitalares, objetivando o atendimento médico-hospitalar, de acordo com suas necessidades e pecularidades locais.
(SESu/SMA/CEDATE/MEC)

Comissão de Padronização de Medicamentos
É a Junta Deliberativa designada pela Diretoria Clínica, com a finalidade de regulamentar a padronização de medicamentos utilizados no receituário hospitalar.
Política de Medicamentos
(Portaria MS 3916 de 30/1/98)

FARMACOVIGILÂNCIA

Evento adverso: qualquer efeito não desejado, em humanos, decorrente do uso de produtos sob vigilância sanitária.

Queixa técnica: qualquer notificação de suspeita de alteração/irregularidade de um produto/empresa relacionada a aspectos técnicos ou legais, e que poderá ou não causar dano à saúde individual e coletiva.

Reação adversa a medicamentos: é qualquer resposta a um medicamento que seja prejudicial, não intencional, e que ocorra nas doses normalmente utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica.
(RDC/ANVISA Nº 140, de 29 de maio de 2003)

INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA: os efeitos de um medicamento podem ser modificados pela administração anterior ou concomitante de outro. As interações entre fármacos, podem levar a uma diminuição ou a um reforço de ação.
(Zanini.Oga / Farmacologia Aplicada)

CLASSIFICAÇÃO DAS INTERAÇÕES QUANTO À IMPORTÂNCIA CLÍNICA

• Importância Clínica Maior: abrange as interações relativamente bemdocumentadas e potencialmente nocivas.
• Importância Clínica Moderada: inclui as interações que estão a exigir maior documentação e/ou são menos nocivas.
• Importância Clínica Menor: inclui as interações de possível ocorrência, mas de mínima importância.


FARMACOECONOMIA

É a descrição, análise e a comparação do valor de diferentes terapias sob o ponto de vista de pacientes, sistemas de saúde e sociedade.
Indica quais opções podem atender aos objetivos clínicos desejados de maneira econômica, otimizando o uso de recursos financeiros escassos.
(Drummond MF. ET AL, Methods for the Economic Evaluation of Health Care Programmes. Oxford University Press, 2004)



ANÁLISE

• CUSTO-BENEFÍCIO
Qual opção pode proporcionar ganho financeiro

• MINIMIZAÇÃO DE CUSTOS
Qual tratamento é menos dispendioso

• CUSTO-UTILIDADE
Qualidade de vida por meio de escores levantados por questionários, ou pelo valor QALY (anos de vida ajustados pela qualidade)

• CUSTO INCREMENTAL
Qual o valor adicional a ser gasto para cada vida salva

• CUSTO-EFETIVIDADE
Correlação do custo do tratamento e o benefício clínico.

Eventos Adversos aumentam a morbimortalidade e acrescentam 8,5 dias aotempo de permanência hospitalar, aumentando o custo de permanência hospitalar em 1 bilhão de libras esterlinas/ano
(Vincent; Neale; Woloshynowych, 2001)

Os recursos consumidos com o tratamento da Esquizofrenia, doença mental que afeta 1% da população adulta, representam aproximadamente 1,6 a 2,6% do orçamento em saúde nos países desenvolvidos ocidentais.
(World Health Organization - WHO).
Schizophrenia and public health. Geneva, 1997

LOCALIZAÇÃO E CONTATO

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