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Enfermaria de Controle Alimentar


PROGRAMA DE TRANSTORNOS ALIMENTARES DO INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DA FMUSP AMBULIM
 

PROGRAMA DE ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL DA ENFERMARIA DE COMPORTAMENTO ALIMENTARDO IPQ HCFMUSP 


Equipe Multiprofissional

Médicos Psiquiatras Responsáveis: Prof. Dr. Táki Athanássios Cordás(coordenador)

Dr. FábioTápia  Salzano (vicecoordenador), Dr. Eduardo Wagner Aratangy 

Equipe de psicologia: Ms. Raphael Cangelli Filho (coordenador), Ester Zatyrko Schomer,Caroline Wajss, Michel Indalécio, Almir Alves da Gama Filho, Andreade Carvalho Pinto Ribela, Laura Rocha, Eliane Gama, Bianca Thurm, LorenaLins, Vanessa Batista, Maria Paula Campagnari, Ricardo Moratto, MagdaLaurita da Costa, Marielza Galucci de Almeida, Suely Amaral. 

Enfermagem: Enfermeira Varlene Barbosa Ferreira 

NutricionistaResponsável: Maria Aparecida Larino 

AssistenteSocial: Kely Cristina Ferreira Bonete 

Terapeutaocupacional: Natalie Torres de Matos 

Fisioterapeuta:  Eliane Florêncio Gama 

Eutonista: Sônia Heloisa Reverberi Tambosi 

Secretária:Elaine Cristina Carli 
 

PROGRAMADE ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL DA ENFERMARIA DE COMPORTAMENTO ALIMENTARDO IPQ HCFMUSP 

 

1 - CRITÉRIOSISOLADOS DE INTERNAÇÃO  

  • Risco de auto ouhetero-agressividade;
  • Rápido e persistentedeclínio da ingestão alimentar e do peso apesar da intervenção emambulatório ou hospital-dia;
  • Presença de quadropsiquiátrico comórbido grave e resistente à intervenção em ambulatórioou hospital-dia;
  • Impossibilidadede reduzir ou interromper comportamentos purgativos e restritivos;
  • Recusa de tratamentoapesar da gravidade da situação (segundo os critérios de internaçãoinvoluntária);
  • Falta de suportefamiliar ou social, por razões interpessoais ou distanciamento geográfico,quando absolutamente necessário;
  • Alterações clínicas,tais como:
    • bradicardia <40 b.p.m, taquicardia > 110 b.p.m ou arritmia cardíaca
    • hipotermia
    • hipotensão ortostáticagrave com aumento do pulso ≥ 20 b.p.m
    • hipopotassemia,desidratação ou outros distúrbios hidroeletrolíticos graves
    • insuficiência renal
    • crise epiléptica
    • risco fetal
 
 

2 -OBJETIVOS GERAIS 

  • Retorno a peso mínimocorrespondente ao Índice de Massa Corpórea (IMC) de 20kg/m2;
  • Reabilitação doestado nutricional com o restabelecimento de um padrão alimentar adequadoe controle de métodos purgativos;
  • Tratamento das complicaçõesclínicas;
  • Tratamento das comorbidadespsiquiátricas;
  • Aceitação da mudançacorporal e reconstrução da autoimagem decorrente do ganho de pesopelo tratamento.
  • Suporte e aconselhamentofamiliar, através do trabalho de orientação de pais e familiares;
  • Ampliação do repertóriocomportamental do paciente nos contextos familiar, social, acadêmico e profissional;
  • Melhora da autoestima;
  • Prevenção de recaídase treinamento do paciente em comportamentos que favoreçam seu engajamentona manutenção do repertório desenvolvido em relação à alimentaçãoe controle do peso;
 
 

3 - ATUAÇÃO DO PSIQUIATRA

  

  • Estabelecer históriapormenorizada do paciente avaliando a dimensão dos sintomas e comportamentose risco de auto ou hetero-agressividade;
  • Formar aliançaterapêutica com o paciente e com sua família;
  • Coordenar a equipemultidisciplinar;
  • Realizar visitae prescrição médicas supervisionadas diariamente;
  • Solicitar a avaliaçãode outros especialistas quando necessário (clínicos de diferentesespecialidades, dentistas, etc);
  • Diagnosticar e trataras comorbidades psiquiátricas;
  • Avaliar clinicamenteas conseqüências do transtorno alimentar e estado nutricional e monitoraros parâmetros vitais;
  • Solicitar examescomplementares, incluindo avaliação da densitometria óssea em pacientescom amenorréia superior a 6 meses;
  • Avaliação da interaçãofamiliar, hereditariedade, ambiente sociocultural e fatores estressores;
  • Estabelecer o tratamentomedicamentoso;
  • Tornar o pacienteagente central de seu tratamento, apontando comportamentos e orientandoações ao longo da internação;
  • Promover semanalmentea reunião de auto-responsabilização de cada paciente, estabelecendometas pessoais a serem alcançadas naquela semana, avaliando entraves,auxiliando no estabelecimento dos objetivos e no cumprimento das metaspropostas;
  • Estabelecer os procedimentosa serem seguidos após a alta hospitalar seja em nível ambulatorialou em internação parcial (hospital-dia).
 
 

4– ATUAÇÃO DA EQUIPE DE PSICOLOGIA 

     Pacientesinternados na Enfermaria de Comportamento Alimentar em regime de internaçãocompleta ou parcial (Hospital Dia) receberão acompanhamentos psicoterapêuticosindividualizados, em grupo e atendimento familiar individual ou em grupo.

     Igualmente,serão oferecidos outras atividades terapêuticas como: acompanhamentoterapêutico, grupo terapêutico de imagem corporal, Eutonia, Grupode Imagem Corporal e grupo de Treinamento em Habilidades Sociais (T.H.S).Tais atividades serão realizadas em grupos, em horários pré-estabelecidose são de caráter obrigatório para todos os pacientes - a exceçãodo acompanhamento terapêutico, cuja necessidade será decidida nasreuniões de equipe multidisciplinar. A participação em todas as tarefaspropostas é entendida como fundamental para a boa evolução do tratamento. 
 

5 - ATIVIDADES DE ENFERMAGEM 

  • Consulta de enfermagemno ato da internação e orientação quanto ao programa de fases daenfermaria;
  • Acolhimento e aorientação do paciente e de seus familiares no momento da internação,com especial atenção ao programa de atendimento e rotinas da enfermaria;
  • Prescrição deenfermagem diariamente;
  • Atendimento aosfamiliares durante as visitas;
  • Supervisão da alimentaçãoe apoio terapêutico;
  • Supervisão do usodos toaletes;
  • Acompanhamento duranteo repouso após alimentação;
  • Acompanhamento duranteos passeios programados com a enfermagem;
  • Realização degrupos de reflexão onde através da leitura, técnicas de relaxamento,etc., as pacientes têm a oportunidade de falar sobre sentimentos, anseiose frustrações do dia a dia;
  • Participação nasreuniões interdisciplinares para discutir evolução do tratamento;
  • Orientação durantea alta hospitalar.

6 - PROGRAMA DETERAPIA OCUPACIONAL

 

     Opaciente com transtorno alimentar pode apresentar comprometimento noplanejamento, monitoramento, avaliação e resolução de problemasem seu desempenho funcional em atividades cotidianas.

     ATerapia Ocupacional (TO) desenvolve um programa de intervenção cognitivo– funcional que visa auxiliar o indivíduo na aprendizagem do seuautoconhecimento.

     Destemodo, busca capacitar o indivíduo a gerenciar e controlar seus própriosprocessos cognitivos e motivacionais, através da utilização maiseficaz das suas habilidades funcionais de desempenhar atividades e tarefasdo dia-a-dia. 
 
 

7 - SERVIÇO SOCIAL- ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL 

OBJETIVOS

  • Promover o acolhimentodo paciente e sua família no momento da internação;
  • Acolher e atenderaos pacientes e suas famílias, auxiliando em questões sociais, detrabalho, educação e lazer;
  • Promover a desestigmatizaçãoda doença com a família, através do esclarecimento de diagnósticoe tratamento junto à equipe multidisciplinar;
  • Identificaçãoe intervenção nas situações socioeconômicas e culturais que estejaminterferindo no processo saúde/doença;
  • Interpretaçãode normas e rotinas institucionais;
  • Esclarecimento sobreo plano de tratamento do paciente na unidade de internação;
  • Orientações eprovidencias em situações de dificuldade de adesão ao tratamento;
  • Orientação quantoa utilização e encaminhamento à recursos sociais ou de saúde nacomunidade;
  • Orientação quantoà legislação vigente, direitos e deveres. (ex. Orientação previdenciária,isenção tarifária, entre outros.);
  • Orientação e providenciaquanto a tratamento fora de domicilio;
  • Mobilização efortalecimento a rede de apoio;
  • Visita domiciliar,quando necessário, para avaliação e intervenção social;
  • Desenvolver açõesque busquem o protagonismo do individuo em seu contexto familiar, social,lazer e de trabalho, no âmbito individual e coletivo.
 
 

8 - GRUPO DE ESQUEMA CORPORAL 

OBJETIVOS

     Oobjetivo geral do grupo de esquema corporal é avaliar a percepçãocorporal em sujeitos com AN e BN, aplicar um protocolo terapêuticode estimulação perceptual corporal e avaliar o efeito desse protocolo.  
 
 

9 - GRUPO EUTONIA

     Naeutonia, a atenção às sensações e a busca da flexibilidade tônicaamplia a percepção e aumenta a consciência corporal. A técnica levaà ressignificação das experiências anteriores e à reconstruçãoda imagem corporal. 
 

OBJETIVOS

  • Reconstrução doesquema corporal pela consciência da sensibilidade superficial e profunda,através da estimulação consciente da pele, do tecido ósseo e dodesenvolvimento da percepção do espaço interno e do seu limite como externo.
  • Proporcionar a oportunidadede vivenciar a mutabilidade da imagem corporal e suas conexões comos estados emocionais, através de experiências corporais e exercíciosde sensopercepção.
  • Estimular a autonomiaatravés do habitar consciente do próprio corpo, oferecendo oportunidadepara o desenvolvimento de hábitos que incluam a auto-observação,o cuidado, o respeito, o conhecimento de suas possibilidades e limitações,como ferramentas para o autoconhecimento.
  • Ampliar o repertóriode movimentos através de exercícios proprioceptivos e sensóreo-motores,desenvolvendo a capacidade de adequar o uso da força às necessidadesdo momento.
 
 
 

10 - REABILITAÇÃO NUTRICIONAL 
 

    Características do atendimento

  • Orientações geraissobre o tratamento e seu programa de fases de acordo com o progressono tratamento;
  • Orientação dafamília a respeito do tratamento;
  • Avaliação do estadonutricional: antropometria e anamnese;
  • Listagem dos alimentosconsiderados “perigosos, proibidos” com pontuação de 0 a 10 emordem crescente e dos alimentos excluídos durante todo o tratamento;
  • Determinação doplano alimentar de acordo com aceitação do paciente;
  • Aferição do peso:diário ou de acordo com as particularidades de cada caso.
  • O peso alvo, assimcomo o peso em cada fase, poderão ser informados ao paciente ou não,dependendo da avaliação da equipe sobre o benefício e potencial emcada caso;
  • Aumento gradualde calorias.