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PRO-AMJO (Programa Ambulatorial do Jogo)

Histórico

Em 1997 foi aberto o Ambulatório do Jogo Patológico (AMJO), posteriormente renomeado para PRO-AMJO (Programa Ambulatorial do Jogo) com a finalidade de dar retaguarda clínica aos portadores de Jogo Patológico, popularmente conhecido como jogadores patológicos. O serviço se expandiu rapidamente em função da grande procura. Ainda em 1997, o projeto AMJO recebeu prêmio de melhor projeto de mestrado do Departamento de Psiquiatria da USP no evento “Psiquiatria e Saúde Mental no Século XXI”.

Descrição da área de atuação

Nossa missão é proporcionar à comunidade ajuda em relação aos transtornos decorrentes do jogo patológico, fornecendo tratamento psicológico e psiquiátrico e orientação aos familiares.

Orientações para Triagens

Para marcar uma triagem, você deve ligar para (11) 3069 78 05. Nosso tempo máximo de inicio de tratamento é de um mês. A triagem consiste em uma entrevista com um psiquiatra e um psicólogo. Um gerente de caso acompanhará você ao longo do tratamento, qualquer dúvida ou reclamação não hesite em procurá-lo.

Equipe Técnica

Nosso corpo técnico (voluntário) é composto por psiquiatras, psicólogos, especialista em sexualidade humana, educadores físicos e terapeuta ocupacional. Priorizamos a necessidade de permanente qualificação dos nossos profissionais fomentando a pesquisa e o seu envolvimento com atividades de pós-graduação.

Atividades Assistenciais

Além da terapia para o jogo patológico, há também grupos complementares: qualidade de vida, tratamento para tabagismo, grupo de sexualidade (masculino e feminino) trabalho com Terapeuta Ocupacional e Grupos motivacionais.

Atividades de Ensino

O PRO-AMJO tem participado do programa de pós-graduação do Departamento de Psiquiatria com alunos regularmente matriculados em programa de mestrado e doutorado. Além disso, promove cursos e administra aulas sobre diagnóstico, epidemiologia e clínica de Jogo Patológico em diversos eventos no Brasil e no exterior.

Atividades de Pesquisa

Ensaio duplo-cego multicêntrico controlado para jogadores patológicos com Topiramato

Pesquisador responsável: Prof. Dr. Hermano Tavares

Colaboradores: Dra. Elizabeth Carneiro, Dra. Moema Galindo, Dra. Danielle Rossini, Antonio Marcelo C. de Brito

Introdução: A compulsão para jogar é um mal que vem afetando cada vez mais pessoas, levando a prejuízos emocionais, financeiros e sociais.

Objetivo: avaliar se Topiramato é superior ao placebo na redução da fissura de jogar e na redução da compulsão para jogar em jogadores patológicos

Métodos: ensaio duplo-cego controlado com 12 semanas de duração, em que os pacientes recebem as medicações, realizam 04 sessões psicoeducacionais e são avaliados através de entrevistas e escalas.

Implicações: busca de novos tratamentos farmacológicos para reduzir a compulsão para jogar.

Avaliação neuropsicológica Pré e Pós intervenção de Base Cognitivo-Comportamental em jogadores patológicos. Pesquisador responsável: Hermano Tavares

Pesquisador executante: Danielle Rossini

Introdução: Sabe-se que populações com características impulsivas podem apresentar alterações na maneira de prestar atenção, planejar e executar tarefas.

Objetivo: Averiguar se jogadores patológicos mantinham esta forma atípica de funcionar nestes aspectos, mesmo após o tratamento. Método: Comparação dos resultados obtidos por 53 jogadores patológicos antes e depois do tratamento para itens como o comportamento de jogar, a impulsividade e afetos negativos (como depressão e ansiedade); além dos desempenhos em tarefas que avaliavam a capacidade de prestar atenção e mantê-la, de frear impulsos de dar respostas sem analisá-las com cuidado e de dar respostas para obter ganhos imediatos mesmo que se perca no longo prazo. Resultados preliminares: Houve melhora em todos os aspectos, mas foram mais claras em relação ao comportamento de jogar, impulsividade e afetos negativos após o tratamento oferecido. Isso também ocorreu com a capacidade de responder frente à possibilidade de ganhos, pois depois do tratamento houve um aumento da capacidade de postergar ganhos para se ter mais no longo prazo.

Contudo, parece haver um estilo do jogador que se mantém e este é caracterizado por um jeito menos atento. Implicações: Ao sabermos disso, podemos gerar estratégias de tratamento que possam ser cada vez mais eficazes.

Fenômenos compulsivos em jogadores patológicos

Pesquisador responsável: Hermano Tavares

Pesquisador executante: José Angelo Crescente Junior

Introdução: Na última década ocorreu um aumento importante nas pesquisas em transtornos do controle dos impulsos, especialmente Jogo Patológico. Apesar disso, a psicopatologia dos jogadores patológicos ainda é mal-compreendida e marcada por controvérsias. Alguns autores especulam uma relação entre o Jogo Patológico e o Transtorno obsessivo-compulsivo, o que ainda não foi demonstrado em estudos anteriores, que não detectaram a compulsividade como traço importante da personalidade dos portadores de Jogo Patológico

Objetivo: Identificar e caracterizar traços compulsivos de personalidade em Jogadores Patológicos através da comparação com portadores de TOC e controles normais.

Hipóteses: A compulsividade será um traço mais saliente na personalidade de portadores de Jogo Patológico do que nos controles normais , porém a compulsividade será mais importante na personalidade dos portadores de TOC do que em Jogadores patológicos e controles normais.

Método: A amostra total irá constituir-se de três grupos, com o mesmo número de participantes: serão 42 jogadores selecionados no ambulatório do Jogo Patológico (AMJO-IPQ-HC-FMUSP), 42 portadores de TOC selecionados no Ambulatório de Ansiedade (AMBAN-IPQ-HC-FMUSP), 42 controles normais (selecionados no Laboratório de Investigações Médicas (LIM-27-IPQ-HC-FMUSP).

Os três grupos serão avaliados pelos mesmos instrumentos de avaliação, com escalas de avaliação de diagnósticos de transtornos de humor e de ansiedade e instrumentos que medem a participação de traços impulsivos e compulsivos na personalidade dos pacientes da amostra.

Implicações: Melhor caracterização dos traços compulsivos da personalidade dos jogadores patológicos, permitindo maior compreensão do papel desses na patogênese, no tratamento e prognóstico dessa condição.

Avaliação do Transportador Dopaminérgico no Jogo Patológico Através de Imagens do SPECT com 99mTc-TRODAT-1”.

Pesquisador Responsável: Hermano Tavares.

Pesquisador executante: Renata Fáro Guerra Guzzo.

Colaborador: Rodrigo Affonseca Bressan- Unifesp.

Introdução: Vários estudos foram realizados utilizando imagens do SPECT com 99mTc-TRODAT-1, a fim de avaliar o envolvimento do sistema dopaminérgico em diferentes transtornos psiquiátricos, como por exemplo esquizofrenia (Schmitt GJ e col., 2008) e Síndrome de Tourette ( Hwang WJ e col, 2008) e DP (Mozley, 2000). Particularmente em DP, a avaliação da densidade de Transportador de DA (TDA) no corpo estriado apresentou boa sensibilidade e especificidade diagnóstica; sendo sugerido que o SPECT cerebral com TRODAT-1 pode auxiliar na diferenciação entre pacientes com DP e indivíduos sem doença neurológica. Outro estudo relatou que portadores de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) com história de abuso de nicotina apresentavam valores diminuídos de TDA quando comparados com pacientes portadores de TDAH sem abuso de nicotina, independente do subtipo desatento, hiperativo ou combinado (Krause KH e col., 2003).Interessantemente, JP apresenta uma interface significativa com DP, conforme relatado acima, TDAH (Rodriguez, 2006) e dependência de substâncias psicoativas, particularmente nicotina (cerca de dois terços dos jogadores patológicos são tabagista e preenchem critérios para dependência de nicotina – Petry, 2005). Portanto, jogadores patológicos acumulam fatores que sugerem alguma perturbação nas vias dopaminérgicas, particularmente na fronto-estriatal, porém as poucas evidências nesse sentido provém dês estudos que se utilizam marcadores indiretos da atividade dopaminérgica. A presente proposta de investigação tem a finalidade de investigar a anatomia funcional do sistema dopaminérgico em pacientes com JP através de imagens do SPECT com 99mTc-TRODAT-1, permitindo uma observação direta do status das vias dopaminérgicas em jogadores patológicos. Tal estudo deve contribuir de forma relevante para uma melhor compreensão das relações entre DA, JP, comportamentos motivados em geral e suas perturbações.

Objetivo: Este projeto se propõe avaliar a associação entre densidade de Transportador de dopamina em pacientes com Jogo Patológico através de neuroimagem molecular com [99mTc]-TRODAT-1 e SPECT e compará-los a voluntários saudáveis não-jogadores; e ainda, verificar por meio de estudo de correlação a associação entre comportamento de jogo (freqüência, tempo, dinheiro, gastos com jogo e fissura/craving) e a densidade TDA em jogadores patológicos.

Método: Serão montados dois grupos distintos: 1) 20 pacientes com JP não fumantes. 2) 20 voluntários sadios não fumantes pareados por sexo. Optou-se por indivíduos não fumantes, tanto pacientes como os controles, porque um estudo anterior (Krause e col, 2003) mostrou que portadores de TDAH com história de abuso de nicotina apresentaram densidade de TDA diminuída independente do subtipo O número de sujeitos foi escolhido com base em estudos anteriores de neuroimagem em outras patologias psiquiátricas (Kim e col, 2003; Kim e col, 2007; Cheon, 2004), visto que, ainda não existem estudos utilizando neurotraçador dopaminérgico em jogadores patológicos.

Banco de Dúvidas

1.              Tenho problema com jogo, como devo proceder para ter tratamento?

                 Primeiro você deve ligar para o 3069 78 05 falar com Lucineide e agendar uma triagem.

2.              Tenho um parente que tem problemas com jogo, como posso me orientar?

                 Oriente-o a buscar ajuda. Caso você seja um paciente querendo trazer um familiar procure seu gerente de caso e manifeste interesse.

3.              O que é a triagem?

                 A Triagem é uma entrevista feita por psicólogos e psiquiatras que farão perguntas para confirmar seu problema com o jogo. Antes disso você pode avaliar se está com problemas em relação ao jogo, respondendo às duas perguntas abaixo:

a.               Ao jogar você já sentiu necessidade de apostar mais e mais vezes?

b.              Você já teve que mentir para pessoas que são importantes para você para esconder o quanto você realmente gosta?

                 Se você respondeu SIM a pelo menos uma das duas questões acima, ou SIM para ambas, você tem 75% de chance de ser um jogador compulsivo. Neste caso vale a pena ligar para gente e agendar uma avaliação esclarecer esta dúvida.

4.              Foi confirmado meu problema com jogo, o que farei agora?

                 Agora você continuará sendo assistido por um psiquiatra e será encaminhado para um de nossos tratamentos: Individuais (30 sessões de 45 min) ou em Grupo (15 sessões de 1h30).

5.              Depois do tratamento individual ou em grupo , o que farei?

                 Você será encaminhado ao Grupo Qualidade de vida para cuidar de assunto do dia-a dia depois poderá participar dos grupos de tabagismo e/ou sexualidade. Caso você ainda esteja jogando será encaminhado para o Grupo Motivacional. Há um grupo de educação física que você poderá participar em qualquer momento do tratamento.

6.              Terminei os grupos o que faço?

                 Você continuará tendo assistência psiquiátrica. Você pode continuar realizando os grupos de manutenção pelo tempo que quiser. Se você tiver uma recaída, você pode fazer o Tratamento Motivacional para “voltar ao trilho”.

7.              Terminei o Tratamento Motivacional e ainda estou jogando o que fazer?

                 A equipe analisará seu problema e pensará em algum atendimento específico para você.

8.              Nunca mais poderei jogar?

                 Muitos pacientes fazem essa pergunta, imaginar o resto da vida sem jogo é angustiante, acreditam que poderão “jogar controlado”, mas os estudos e nossa experiência indicam que uma aposta pode levar uma recaída e a volta de todos os problemas: mentiras, perdas financeiras, problemas com a família. Os Jogadores Anônimos, um grupo e auto-ajuda para jogadores compulsivos, propõe pensar um dia de cada vez e ao invés de se comprometer em não jogar nunca mais, pensar “só por hoje não jogarei” e renovar este voto todos as manhãs.

9.              Devo contar a minha família?

                 Cada paciente deve analisar os valores de sua família, se é acolhedora ou não, de qualquer maneira contar para pessoas próximas pode ser bem proveitoso para o tratamento, participar de grupos de apoio ajuda a perceber que há pessoas com o mesmo problema e que podem auxiliá-lo no tratamento.

10.            O Jogo Patológico tem cura?

                 Como qualquer outra dependência, o jogo patológico tem controle. Há como manter-se afastado dos problemas causados pelo jogo, mas isso dependerá de como é o estilo de vida do paciente, como ele está lidando com os problemas e quão alerta ele está em relação a isso.

11.            Mas jogar é gostoso, eu não jogo porque estou triste, eu jogo porque gosto.

                 Lógico que jogar é gostoso, prazeroso, costumamos dizer que ninguém se vicia em alface, no entanto é preciso refletir no que essa prática prazerosa resultou em prejuízos a longo prazo em sua vida.

12.            E não sou igual aos jogadores de vídeobingo, meu problema é pôquer e eu tenho habilidade.

                 Não negamos que o pôquer requer habilidade, mas o acaso também participa por causa do embaralhamento das cartas. Mesmo sendo em parte um jogo de habilidade, ele envolve apostas e pode causar dependência como qualquer jogo de azar. Se você tem passado mais tempo que gostaria jogando pôquer, ou essa prática tem produzido problemas de qualquer espécie, é melhor refletir sobre o que está acontecendo.

13.            Tem algum remédio que tire minha fissura, ou tire esse problema de mim?

                 Na verdade há remédios que ajudam na fissura, como há remédios que podem tratar as comorbidades (problemas emocionais que acompanham o jogar), mas não há pílula mágica. Existe se conhecer, perceber o que leva a jogar e mudar o estilo de vida.

14.            É mais fácil se “viciar” em um jogo do que em outro?

                 É sim, viciar em loteria é menos comum do que em caça- níqueis, por exemplo. Isso acontece porque o resultado do caça- níquel é imediato e da loteria geralmente dura uma semana. Então é preciso fazer a conta: jogo fácil + resultado rápido = mais fácil de ficar dependente.

15.            Outro dia vi um bingo aberto e queria me testar.

                 Muito comum em qualquer tipo de dependência o paciente se colocar em situações de risco para ver se já está “bom” ou para testar sua força de vontade. Nós sabemos que a exposição à situações de risco pode “acordar um bicho que já estava dormindo”. Não se coloque em teste, pode deixar que a vida o fará por você.

16.            Um antigo amigo de bingo me convidou para uma jogada fiquei sem graça, não sabia o que fazer.

                 Ensaie algumas respostas para esse tipo de situação para não ser pego desprevenido, lembre-se que um “ Não, obrigado” caí muito bem nessas ocasiões.

17.            Quando eu poderei retomar o controle sobre minhas finanças?

                 Durante o tratamento recomendamos que cartões de crédito, cheque, dinheiro sejam monitorados por alguém de sua confiança. Com o passar do tempo você mesmo começará a perceber quando pode retomar o controle de suas finanças.

18.            Eu parei de jogar a algum tempo, porque minha família ainda desconfia de mim?

                 Falamos que o paciente se “cura” antes da família. A família demora em confiar de novo, entenda, isso leva tempo. Quando surgir alguma desconfiança procure conversar a respeito e fale de suas estratégias, seja sincero com eles e com você mesmo.

19.            Será que conseguirei viver sem o jogo?

                 Será que você conseguirá dormir tranqüilo, sem dívidas, sem dever para familiares, amigos ou agiotas, será que você conseguirá ter um estilo de vida saudável encarando os problemas de frente, pense nisso.

Área para Profissionais

Caso haja interesse em um estágio no AMJO é preciso ter formação em Trantorno do Controle do Impulso. Se não houver fazemos cursos de formação regularmente. Temos também um manual:

                 Virando o Jogo- Manual do Terapeuta: um Programa Cognitivo- Comportamental para o Tratamento do Jogo Patológico e suas Comorbidades. Hermano Tavares e Gustavo Fagundes, 1ª edição- São Paulo: Leitura Médica,2008.

                 Virando o Jogo- Manual dos Pacientes. Hermano Tavares e cols., 1 edição- São Paulo: Leitura Médica, 2008.

 

Diagnóstico do Jogo Patológico

As pessoas que apresentam jogo patológico devem preencher pelo menos cinco dos dez critérios abaixo.

Critérios DSM-IV-TR(APA, 2000)

1.              A vida está centrada no jogo, pensa muito em jogar, passa boa parte do tempo planejando a próxima vez que vai jogar ou fica se lembrando de experiências passadas com o jogo.

2.              A necessidade de apostar aumenta com o tempo. Percebe que precisa apostar cada vez mais em quantidade e em freqüência para ter a mesma sensação de prazer que obtinha anteriormente.

3.              Tem repetidas tentativas frustradas de parar de jogar. Por exemplo, Diz que nunca mais vai jogar e no dia seguinte está jogando novamente.

4.              Quando tenta para ou diminuir o comportamento de jogo apresenta manifestações de cansaço, irritabilidade ou até mesmo sintomas físicos como insônia dor de cabeça.

5.              Usa o jogar como forma de fugir de problemas e de ter alivio de sentimentos desconfortáveis como tristeza raiva e ansiedade.

6.              Após perda financeira, volta a jogar com a justificativa de tentar recuperar o dinheiro perdido.

7.              Necessita mentir para a família, terapeuta ou outros para esconder o real envolvimento com o jogo.

8.              Chega a cometer atos ilegais como passar cheques sem fundo, roubar ou fraudar para financiar o jogo .

9.              Colocou em risco ou teve comprometimento de, relação importante, trabalho , oportunidade profissional ou de estudo em função do comportamento de jogar.

10.            Necessita de ajuda de outros para pagar dívidas ou situação financeira desesperadora.

 

Prevalência do Jogo.

                 A prevalência do Jogo Patológico gira em torno de 1 a 2% da população.

                 Jogadores problema, ou seja, aqueles que não apresentam pelo menos 5 dos 10 critérios acima, mas já apresentam alguns deles, correspondem a mais 1 a 2% da população.

                 A prevalência costuma ser maior em homens do que em mulheres.

                 A prevalência é diretamente proporcional a disponibilidade de jogo.

 

Associação com a dependência química

                 73,2% dos jogadores apresentaram transtorno relacionado ao uso de álcool ao longo da vida.

                 60,4% dos jogadores apresentam dependência de nicotina.

                 38,1% dos jogadores apresentam transtorno relacionado a uso de drogas.

 

Comorbidades: ( transtornos que co-ocorrem com o jogo patológico)

                 Dependência de substâncias

                 Transtornos de humor

                 Transtornos de personalidade

                 Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

                 Outros transtornos do controle dos impulsos ( ex. compras compulsivas , sexo compulsivo)

 

Tratamentos:

Psicoterápico:

                 Terapia cognitivo comportamental: Trabalha identificando e modificando o padrão de pensamentos que sustentam o comportamento de jogar, e ainda, precipitam recaídas.

                 Terapia psicanalítica: Trabalha as questões do inconsciente que podem estar implicadas no comportamento autodestrutivo de jogar.

                 Terapia motivacional: Motiva o paciente a buscar a abstinência do jogo através da percepção de que, os fatores que justificam a manutenção do comportamento de jogo são menos benéficos e menos duradouros do que, os ganhos que se tem quando se para de jogar.

Atividades pós terapêuticas:

Tem por função ajudar o paciente após ter parado de jogar, a encontrar prazer em outras atividades que não o jogo.

                 Grupo de qualidade de vida (discussão de diversos temas relacionado a qualidade de vida)

                 Grupo de atividade física (socialização, redução da fissura e estilo de vida saudável)

Tratamento Médico:

                 Comorbidades- Devem ser diagnosticadas e tratadas prontamente.

                 Impulsividade- identificar o padrão de impulsividade e direcionar o tratamento medicamentoso de acordo com esse.

                 Fissura- importante fator de recaída, medicações como topiramato e naltrexone tem sido pesquisados com resultados promissores na redução da fissura pelo jogo.

                 Atualizado em fevereiro de 2011 por Carolina Escalona Perroni.